Quando falamos de livros de não-ficção, falamos de obras que partem da realidade e assumem um compromisso claro com os factos. São livros que procuram informar, explicar, analisar, testemunhar ou interpretar o mundo real, ainda que possam recorrer a estratégias narrativas e estilísticas próprias da literatura.
Ao contrário da ficção, o pacto estabelecido com o leitor assenta na veracidade do conteúdo. O estilo varia, a voz autoral pode ser forte e a escrita literária, mas o ponto de partida é sempre o real.
Principais tipos de livro de não-ficção
A não-ficção abrange um conjunto muito diverso de géneros e formatos. Entre os mais comuns, destacam-se:
Ensaios
Textos de reflexão e análise sobre temas culturais, sociais, políticos, filosóficos ou literários. São livros que pensam o mundo, propõem leituras críticas e convidam à reflexão.
Biografias e autobiografias
Relatos de vidas reais, escritos pelo próprio autor ou por terceiros, com base em factos documentados, testemunhos e fontes verificáveis.
Memórias, diários e testemunhos
Narrativas pessoais ancoradas na experiência vivida, muitas vezes com forte valor humano, histórico ou social.
Reportagem, jornalismo literário e investigação
Obras baseadas em factos reais, apurados com rigor, que recorrem a técnicas narrativas para tornar a leitura mais envolvente sem comprometer a verdade.
Divulgação científica, histórica ou académica
Livros que tornam acessível o conhecimento especializado, explicando conceitos complexos de forma clara e compreensível para o grande público.
Livros práticos e de desenvolvimento pessoal ou autoconhecimento
Textos orientados para a aplicação concreta de conhecimentos, métodos ou práticas, frequentemente ligados a áreas como bem-estar, escrita, negócios, liderança ou criatividade.
Manuais e livros técnicos
Publicações de carácter instrutivo, profissional ou educativo, focadas em procedimentos, competências específicas e saber técnico.
Apesar da diversidade de formatos, há um elemento comum a todos estes livros: o compromisso com a realidade e com os factos, mesmo quando a escrita assume um tom mais literário.
Escrever não-ficção também exige método
Transformar uma ideia, uma experiência ou um conhecimento num livro de não-ficção claro, consistente e publicável exige mais do que inspiração. Exige estrutura, intenção, escolhas conscientes e acompanhamento ao longo do processo.
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De 29 de abril a 29 de julho
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